Segunda-feira, Novembro 29, 2004

Ser Feliz...

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"Ser feliz é maravilhoso. É como ter um balão dentro de ti e o balão está cheio de ar quente, tu ficas mais leve quase a voar. Às vezes podes ser feliz quando estás só. Quando a Primavera chega de repente e tu navegas no primeiro barco à vela do ano ou caem os primeiros flocos de neve do inverno e tocam docemente a tua cara molhada. Quando começas a pensar em alguém que gosta de ti ou um amigo defende o que tu disseste ou fizeste. Às vezes sentes-te feliz juntamente com os outros. Quando estiveste longe e houve alguém que esteve à tua espera ou quando uma pessoa diz um segredo que só nós sabemos. Quando sentado quieto junto de outra pessoa compreendes como ambos são amigos. És feliz quando consegues finalmente fazer alguma coisa que devias fazer mas não ousavas. Mas ficarás mais feliz do que nunca quando tornares feliz outra pessoa. Quando visitares alguém que está sozinho e tiveres tempo para ficar lá muito tempo ou fizeres alguma coisa por alguém que foi duramente magoado. Então o balão sobe redondo de alegria e voa até tocar nas mãos de Deus."

Leif Kristiansson

São as pequeninas coisas que conferem o sentido e a alegria à nossa vida. Obrigada por todos os pequeninos momentos que partilhámos…são perfeitos, únicos e belos. Iguais a ti. Sou feliz :)

Domingo, Novembro 28, 2004

Perfeição...

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Sábado, Novembro 27, 2004

Limites ilimitados

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Agarra o céu, ele é o limite...
Mas não do meu amor por ti...


Sexta-feira, Novembro 26, 2004

Ilumina-me...

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Obrigada por seres farol nas minhas noites tempestuosas. Quando me abraças e me puxas para bem junto de ti…quando me perco indefinidamente em ti…sou feliz. Somos dois territórios inexplorados que se fundem e quebram as suas fronteiras quando a tua pele toca a minha, as minhas mãos se entrelaçam nas tuas e os teus lábios se fundem nos meus. Já não consigo discernir os contornos do teu corpo no meu. Estás em mim, impregnado na minha pele, no meu ser. És luz.

Quinta-feira, Novembro 25, 2004

Queres ser meu amigo?

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Por que é que me sinto tão triste?

Conto-vos pelos dedos, vocês que estão sempre a meu lado, alicerces da minha pequena casinha...Fecho os olhos e sinto um conforto interior, um calorzinho junto ao meu coração. Envolver-vos-ia numa grande metáfora…sois uma almofada de penas que ampara as minhas quedas e uma barra de chocolate que cura as minhas mágoas. Vocês são os meus amigos. As pessoas em quem posso confiar, que me emprestam o ombro quando estou em baixo, que aturam constantemente o meu mau humor, mas que apesar de tudo se mantêm sempre incansáveis a meu lado, nos bons e maus momentos. É bom ter-vos comigo quando, numa tarde solarenga compramos brincos a um vendedor ambulante e partilhamos a mesma nuvem de algodão doce. No entanto, talvez seja melhor ainda recordar que vocês estiveram abraçadas a mim, quando de tristeza chorei em frente a um dos complexos pedagógicos da “nossa” universidade…sem me importar com que os outros pensassem. É a ti: “minha Ursinha Maior” e a ti “meu Pedacinho de Céu” que eu dedico estas linhas sem encadeamento lógico, mas, bem sentidas cá dentro. Não, não me esqueci de vós que, apesar de estareis longe, estareis sempre no meu coração, porque ninguém fala ao telefone melhor do que a “minha Pequenina”, nem tem um sorriso tão lindo como o dela…e a ti “minha Jeitosa” que a distância, que se apresentou como uma prova, foi já superada e suplantada pela nossa amizade. A todas vocês, minhas grandes e melhores amigas, um grande beijo.

Agora que acabei já me sinto bem melhor…é o poder da amizade:)

A ti, que hoje limpaste tantas lágrimas. E me deste a medida certa de tudo.
És o meu melhor amigo.

Terça-feira, Novembro 23, 2004

Vento

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Tudo parece efémero, volátil como o vento que sopra e agita o teu cabelo e arrasta as folhas de outono pelo chão. Fico, deliciada, quando todo atrapalhado dás um jeito, com gestos rápidos e exímios, ao teu cabelo revoltoso e ameças, de novo, corta-lo à revelia. Sentas-te, puxas-me para ti e encostas a tua face à minha barriga. E é aí que viras um menino pequenino carente de amor e carinho. Então, calmamente, começo a mexer nos teus cabelos de prata, sussurrando ao teu ouvido que foste o que de melhor me aconteceu...

Domingo, Novembro 21, 2004

Regressos...

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Soam tão tristes as despedidas. Não escondo que tenho sempre medo que não voltes. Mas voltas. Sempre. Por isso de ti me despeço, sempre, com amor e o coração apertado. Parece, mesmo depois de te ter deixado há muito, que o apito do comboio que avisa os passageiros do início da partida ainda ressoa dentro da minha cabeça, enquanto, lentamente, vou voltando para casa. Desta vez sozinha. Já foram tantas as vezes que a estação me viu a despedir de ti, viu as minhas lágrimas quando foste de férias e sentiu comigo a tristeza à medida que o comboio te afastava de mim. Uma folha de papel guardada no bolso de trás da saia com letras coloridas dizendo: “Amo-te muito”, serviu para desenhar, do outro lado do vidro, um sorriso nos teus lábios.

Mas não acalmou o meu coração…Volta depressa!

Inverno ou estado de espírito?

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Se é Inverno e está frio, porque é que as árvores se despem todas?

Terça-feira, Novembro 16, 2004

Crepúsculo numa terra inconsolável...

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As nuvens vão longe, por detrás da linha indefinida do horizonte. É então que começa o meu desassossego, o palmilhar de uma terra inconstante, uma terra feita de ventos e de medos. Um descampado a céu aberto. É uma terra que não gera frutos, onde o sol não brilha, onde a chuva não cai. Onde o crepúsculo abafa a esperança, onde todos se recolhem antes do anoitecer com medo de represálias. Todos os filhos são filhos do diabo...

Esta seria uma terra sem ti.



Segunda-feira, Novembro 15, 2004

Porto de abrigo...

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É estranho quando as ondas do mar batem sem querer nos nossos pés. É estranho quando só há gaivotas em terra (excepto “quando um homem se põe a pensar”) quando os pescadores chegam de madrugada à lota. É estranho quando tu estás longe de nós, mas, no entanto, continuamos a ser as mesmas como se nada tivesse mudado, como se tu não tivesses partido…Estranho? São tantas as coisas estranhas! Tantos mistérios por decifrar, tantos enigmas, tantos quebra-cabeças, tantas voltas e voltas para descobrir a solução de um problema. Estranho é quando tenho os pés encharcados da chuva, ou quando a minha felicidade não é completa porque tu estás triste… Vem! Eu abraço-te!

Estanho é quando sinto a tua falta e não podes estar por perto. Sinto-me como um barco, solto, à deriva, sem porto, nem rumo certo…

Domingo, Novembro 14, 2004

Fruto proibido

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"Ficou no lençol
a forma e o perfume
do teu corpo

vestígios de um lume
breve e brando
logo morto

ficou-me na boca
o sabor perverso
da maça que comi

quase menina
e já tão felina

outrora aqui"


Cláudio Lima

Sexta-feira, Novembro 12, 2004

Primeiro beijo...

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Amar-te é ver-te a sorrir quando te lembras de algo que já passou. Amar-te é fazer-te festinhas no cabelo enquanto dormitas no meu regaço…é cobrir-te quando adormeces cansado sobre o meu corpo. Amar-te é uma explosão de sentimentos…é um beijo infindável e arrebatado debaixo de um alpendre de flores. São horas aproveitadas nas escadinhas da universidade. São beijos rápidos entre uma aula e outra. Amar-te são as despedidas na estação de comboios, são choros do lado de cá…mesmo que só vás de fim-de-semana. Amar-te é esperar pelo comboio que te traz de volta a mim. São birras minhas…birras tuas. Nenhuma discussão. São saídas à noite, em que levo horas para ficar bonita para ti. Amar-te é o meu saber, a minha lição. Amar-te é ver, deliciada, o teu jeitinho a comer. Amar-te é dar-te um abraço quando menos esperas. É escutar-te. É deitar-me a teu lado e olhar-te nos olhos e ver como és perfeito para mim. É chorar de felicidade. É passar as férias a trocar mensagens contigo…é escrever-te cartas a dizer que te amo. É andar de mãos dadas pelas ruas. É ter um orgulho infinito em ti. Amar-te é partilhar uma barra chocolate preto, sentada no teu colo num banco de jardim.

Amar-te é a coisa mas bela que existe…

Faz hoje um ano que te pedi para seres meu padrinho nas lides da praxe. Conquistaste-me com o teu sorriso doce e constante preocupação. Há um ano atrás dancei contigo num jantar cheio de gente. Há um ano dei-te o primeiro de muitos abraços. E estava tão longe de imaginar que um dia serias tão importante par mim…

Hoje estás mais perto do meu coração que eu. E faz hoje oito meses que te dei um beijo assim…

O nosso primeiro beijo.

Quinta-feira, Novembro 11, 2004

Meu amor...

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Não perguntes como foi. Não to sei dizer. Vieste sem pedir licença. Apoderaste-te do meu coração, pousaste as tuas nas minhas mãos. Entrelaçamos os nós dos dedos um no outro. Abanaste o meu mundo, fazias-me tremer por dentro. Tentava mostrar-te a minha segurança, mas, tudo o que transparecia era a minha fragilidade e vontade de te abraçar por toda a eternidade. Já te disse que adoro quando me abraças? Para mim é o lugar mais seguro do mundo, o lugar onde me perco, onde me reencontras. É contra o meu peito que tens saudades minhas. É contra o teu peito que eu mato as minhas saudades de ti. Sentados num banquinho que já viu milhares de beijos nossos e de abraços apertados, fizemos promessas e juras de amor eterno. Hoje acredito que tudo é possível. Que uma só pessoa pode mudar o curso de uma outra vida…a minha vida. És a minha vida.

És o meu amor…o meu grande e primeiro amor…

Ouro sobre Azul

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Quando tudo parece perfeito…surges tu!
E a perfeição contempla-te.
E o meu mundo passa,
com a força de um gigante,
a girar, inevitavelmente,
em torno e ti.

Sou-te…
És-me…

Segunda-feira, Novembro 08, 2004

Tango...

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Ao ritmo de uma dança voluptuosa envolves-me com o teu olhar sedutor. Deslizas as tuas mãos ásperas pela minha cintura, como se as passeasses sobre uma seara de trigo, ondulando ao sabor do vento. Ansiosamente, procuras a minha pele a estalar de calor. O odor do teu corpo funde-se num beijo de cinema. Inclinas o teu corpo sobre o meu, deixas que o momento perdure, que a dança permaneça. Desejas-me. Olhas-me daquela maneira que todas as mulheres gostam. Despes-me a alma e enches-me o coração de amor. Deixo escorregar o meu corpo sobre o teu, estendes os braços na minha direcção, encostas o teu rosto junto ao meu. Amas-me. Amo-te.