Terça-feira, Dezembro 28, 2004

All I ask of you...

fantasma da opera1.jpg


No more talk
of darkness,
Forget these
wide-eyed fears.
I'm here,
nothing can harm you -
my words will
warm and calm you.
Let me be
your
freedom,
let daylight
dry -your tears.
I'm here,
with you, beside you,
to guard you
and to guide you
. . .

Say you love me
every
waking moment,
turn my head
with talk of summertime . . .
Say you need me
with you,
now and
always . . .
promise me that all
you say is true -
that's all I ask
of you . . .

Let me be
your shelter
,
let me
be your light.
You're safe:
No-one will find you
your fears are
far behind you . . .

All I want
is freedom,
a world with
no more night . . .
and you
always beside me
to hold me
and to hide me
. . .

Then say you'll share with
me one love,
one lifetime
. . .
Iet me lead you
from your solitude . . .
Say you need me
with you
here, beside you . . .
anywhere you go,
let me go too -

that's all I ask
of you . . .

You'll guard me, and you'll guide me . . .


A verdadeira beleza não se vê. "É invisível aos olhos, só se vê bem com o coração..."


Esta música traz-m recordações de criança. Recordações de quando dançava de meias de lã na sala de jantar e esperava que me desses a mão e me segurasses pela cintura e me fizesses rodopiar como num conto de fadas...

Segunda-feira, Dezembro 27, 2004

Vejo-te...

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Daqui vejo o mar. Vejo-te a alma navegante. O sal sobre a colina. A tez da tua pele. Vejo o salitre no teu cabelo, a areia nos teus pés. Vejo-te marinheiro. Sem rumo. Teu porto de abrigo. Perdido em meus braços em noites de tempestade. Vejo-te…

Sexta-feira, Dezembro 24, 2004

FALAVAM-ME DE AMOR

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Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,
menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocava
so que a infância pedia às andorinhas.
Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.
O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.


Natália Correia
O Dilúvio e a Pomba

A todos os peregrinos que por aqui deambulam em busca de sonhos...

UM FELIZ NATAL!

Quarta-feira, Dezembro 22, 2004

Douro, 10 de Junho de 1846


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Estou sentada debaixo do alpendre, virado a sul, do nosso jardim. Sem dar conta, agito ritmicamente a cadeira de baloiço, olhando a forma que as nuvens tomam, enquanto, vão rolando, suavemente, no céu azulado como pérolas pelo chão. Dou por mim a pensar, que se o céu estivesse um bocadinho mais carregado, a cor seria a mesma dos olhos do meu pai. Com o diário pousado no regaço, coloco a pena na mesa que tenho ao lado. Esfrego o pulso por instantes. Decidi ir pôr a cafeteira ao lume enquanto eles não chegam e fazer chá, velho hábito que adquiri com minha tia em Londres, há muitos anos.
Ao atravessar o corredor, vejo a minha silhueta reflectida no espelho de um dos armários. Paro diante dele para me observar. Não me olhava tão profundamente desde a minha última recaída. Dou uma volta sobre mim mesma. Estava mais magra, mais pálida, com as olheiras mais fundas, contudo, conservava ainda o mesmo olhar juvenil, ao qual em torno dele se começavam a desenhar, ano após ano, pequenas rugas bem delineadas. Nunca dei muita importância a esses pormenores.
A minha silhueta não se alterara muito ao longo dos anos. Estava, confesso, um pouco mais flácida aqui e ali, muito se deveu ao facto de ter carregado três filhos, mas não era preciso disfarçar, nem esconder nada, para que os homens me continuassem a olhar de esguelha, mesmo sendo casada.
Passei a mão pelo vestido claro que me salientava o busto e sorri, satisfeita com a minha aparência.
Fui buscar o chá.

Terça-feira, Dezembro 21, 2004

Amizade :)

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"Se você viver cem anos, eu quero viver cem anos menos um dia, assim
nunca terei de viver sem você"


(Winnie Pooh)

Domingo, Dezembro 19, 2004

Sinais

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Valsa sem ti...

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Se alguma vez te parecer
ouvir coisas sem sentido
não ligues, sou eu a dizer
que quero ficar contigo
e apenas obedeço
com as artes que conheço
ao princípio activo
que rege desde o começo
e mantém o mundo vivo
Se alguma vez me vires fazer
figuras teatrais
dignas dum palhaço pobre
sou eu a dançar a mais nobre
das danças nupciais
vê minhas plumas cardeais
em todo o seu esplendor
sou eu, sou eu, nem mais
a suplicar o teu amor
É a dança mais pungente
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente

(Jorge de Palma)

Dança comigo outra e mais outra vez...

Terça-feira, Dezembro 14, 2004

A uma mulher excepcional...

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A ti, mulher, que beijaste e abraçaste contra o teu peito os filhos que te morreram. A ti, que foste menina, mulher, mãe, avó, minha bisavó e trisavó. Tu que enfrentaste sem medo 99 primaveras floridas, que atravessaste com a tua força imensa 99 verões com a casa sempre cheia de filhos, ou de netos, ou de bisnetos que se juntavam, vindos de todas as partes do mundo, para estar contigo. A ti, que estavas sempre pronta a dar e a receber…já sinto saudades dos teus beijos repenicados…nunca era um só e eram muitos e sempre tão cheios de amor, de calma e de paixão…dessa paixão enorme que te apaziguava e te dava uma vitalidade enérgica. Eras tão jovem, tão espirituosa, tão aberta a novos rumos. Todos invejavam a tua saúde de ferro:) Foste, sem dúvida, uma grande mulher, uma mulher que o mundo viu nascer e crescer e a transformar-se pelo seu grande amor. Defrontaste duas guerras, superaste o medo e a dor das perdas, abafaste a angústia que te consumia para que os teus filhos não te vissem chorar.

És uma lição de vida.
Uma mulher excepcional.

Partiste deixando marcas em todos nós. Logo hoje que vai dar um filme com aquela personagem que tanto gostas…Hercule Poirot! Sim, foi de ti que ganhei este vício pelos policiais de Agatha Christie, que tão deleitosamente lias e relias apesar da tua tão formosa idade. Permanecerás para sempre nos nossos corações.

Sim. Claro que estás convidada para o meu casamento. Terás um lugar de destaque, serás minha convidada de honra e sei que estarás lá, conforme o prometido.

Quando for grande quero ser como tu… :’(

Intimidade

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Entraste de rompante, aniquilaste a minha intimidade e roubaste-me um beijo entre suspiros. Foste mais forte que o vento ou as ondas das marés. Queimaste o chão que pisei, fizeste brotar em mim uma sede de possessão, originária de um encantamento secreto. Incendiaste-me o coração e fizeste flamejar a chama que há muito estava extinta…

Arrebataste-me completamente.

Domingo, Dezembro 12, 2004

Nove meses depois...

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Obrigada por seres a vida que há em mim. Foste capaz de encher o meu coração de amor e a minha alma de alegria. Nove meses depois...não me importaria de ter uma barriga assim ;)…mas isso fica para mais tarde. Obrigada amor!

Sábado, Dezembro 11, 2004

Boas festas :)

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A quadra natalícia é talvez a minha época preferida do ano. Parece tudo ganha uma cor diferente, um brilho próprio. Há tantos cheiros e sabores que associo a esta temporada festiva. O cheiro das pinhas junto à lareira, das castanhas assadas nas ruas, o sabor das iguarias de Natal. Gosto de ver a azáfama nas ruas, gosto mais de comprar presentes e de imaginar o sorriso de satisfação da pessoa ao recebe-lo. Este Natal vai ser diferente, especial até. Porque te conheci e apesar de estares longe, estarás comigo. Vieste para realizar um desejo antigo.

Já tenho a tua prenda e esta não vais descobrir qual é! ehehe ;)

Quarta-feira, Dezembro 08, 2004

A nossa infinitude

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Hoje acordei contigo abraçado a mim. Com o teu corpo agarradinho ao meu. Tudo era perfeito. Os primeiros raios de sol entravam sorrateiros pela frincha da janela. Dei por mim a recordar todos os momentos e pormenores da noite anterior. De como cantamos os dois a caminho do restaurante, sem nos importarmos se as pessoas nos achavam malucos, ou não. Recordei, ainda o nosso jantar de mãos dadas sobre a mesa, das conversas que tivemos, das voltas que demos à banca do chocolate do supermercado, do riso, das confidências, dos olhares comprometedores. Lembrei da música que pus a tocar assim que chegamos ao quarto, das velas que tremeluziam reflectindo o teu rosto e projectavam as formas do meu corpo contra as paredes cobertas de fotografias e desenhos que fiz para ti. Tentei, sem conseguir, enumerar quantas foram as vezes que me disseste que eu estava linda e que eu disse que te amava. E agora dormias como um anjo, perdido em meus braços. E eras tu que me protegias, não eu a ti. Senti a doçura da tua pele num beijo que te despertou e te fez sorrir. Não me perguntes quanto tempo assim permanecemos…não sei precisar. Só sei que almoçamos muito tarde ;)

Hoje acordei contigo abraçado a mim…e amei-te mais do que nunca.

Infinito elevado a infinito a multiplicar por infinito ;P

Sexta-feira, Dezembro 03, 2004

Mais perto do que é importante!

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Amar é querer estar perto, se longe; e mais perto se perto.

Vinícius de Moraes

Aconteça o que acontecer...

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“Never knew I could feel like this
Like I've never seen the sky before
I want to vanish inside your kiss
Every day I love you more and more
Listen to my heart, can you hear it sings
Telling me to give you everything
Seasons may change, winter to spring
But I love you until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day


Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you
And there's no mountain too high
No river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather
And stars may collide
But I love you until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Oh, come what may, come what may
I will love you, I will love you
Suddenly the world seems such a perfect place

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day"


Só para que saibas, meu amor, que és tudo o que eu poderia desejar. A realização de um sonho, a concretização de uma esperança. És o meu amor, a minha alegria, o meu orgulho, a minha vontade, a minha paixão. Os meus braços têm a medida exacta do teu corpo. Adoro o contorno dos teus olhos, a covinha que fazes por cima do queixo, adoro quando me pegas na mão, quando me ajudas a saltar um muro, quando me das um beijo repenicado na face. Adoro adorar-te assim tanto. Amo-te até ao último dos meus dias e “mesmo quando um dia eu me for embora”. Quero que saibas que foste e és mais do que eu poderia alguma vez imaginar. És tu. Eu tenho a certeza. Sei que juntos iremos construir coisas tão belas e “aconteça o que acontecer” esta música tem já o seu significado, porque ambos a ouvimos ao mesmo tempo e nos amamos em sítios diferentes. Porque tudo é irreal quando estamos juntos. Porque tudo é perfeito. Porque nós somos o amor.


Quarta-feira, Dezembro 01, 2004

A importância das pequenas coisas...

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"It has long been an axiom of mine that the little things are infinitely the most important."

(Sir Arthur Conan Doyle)

...deriva da importância que cada um lhes confere...

Eu + Tu = Felicidade

Eu disse ;)

Em busca de um sonho...

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Podes não acreditar, mas já te procurava muito antes de saberes que eu existia. Era eu tão pequenina e tu tão grande...tão vasto, tão intenso. Construíste-me uma estrada de sonho e de luz que me levou até ti por entre veredas e borboletas. Descobri-te...não muito tempo depois! :)