
"Ancora oggi è lei l' unica che non ho mai dimenticato".
"Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores"

Não escolhi esta imagem ao acaso. A minha mãe dizia que quando eu era mais pequena lhe fazia lembrar a criança dos cartazes comemorativos do 25 de Abril, depois continuou a dizer que se ainda vivêssemos uma ditadura talvez, decerto, já teria ido dentro uma data de vezes, paralelamente, o meu pai preconizava o meu futuro como dirigente sindical. A verdade é que se hoje sou como sou, é porque o posso ser.
Hoje celebra-se os 31 anos de idade da Revolução dos Cravos e posso, com orgulho, dizer que sou filha da Liberdade, fruto dessa bendita Revolta.
VIVA À LIBERDADE! VIVA O 25 DE ABRIL!!
"Outra voz outra garganta
Outra mão que se estende à que tombara
uma fagulha num palheiro acesa
Ó meus irmãos a luta já não pára"
(Outra voz
Escrito na prisão de Caxias- Zeca Afonso)

"O Livro é um amigo
Com ele viajamos sem cessar.
Além do horizonte, além do mar...
Ao ler um livro,
Posso ser nuvem que flutua no céu,
Ou barco que corta as ondas de um sereno mar...
A voar, a flutuar,
Ou a cantar, ao lermos um livro
Percorremos um arco-íris nas asas da imaginação!...
Um livro pode relatar uma vida
De amor ou de tristeza
Para sempre marcada no nosso coração...
Um livro pode também
Informar-nos da injustiça,
Da angústia, da tristeza
Que rodeia o mundo.
Como névoa
Que se não dissipa!...
Afinal, o livro é um amigo... o amigo..."
(João André Soares)
Em homenagem ao dia mundial do livro, dia 23 de Abril, porque tão poucos se lembram do bem que um livro nos faz!

Moon so bright night so fine
Keep your heart here with mine
Life’s a dream we are dreaming
Race the moon catch the wind
Ride the night to the end
Seize the day stand up for the light
I want to spend my lifetime loving you
If that is all in life I ever do
Heroes rise heroes fall
Rise again win it all
In your heart can’t you feel the glory
Through our joy through our pain
We can move worlds again
Take my hand dance with me
I want to spend my lifetime loving you
If that is all in life I ever do
I will want nothing else to see me through
If I can spend my lifetime loving you
Though we know we will never come again
Where there is love life begins
Over and over again
Save the night save the day
Save the love come what may
Love is worth everything we pay
I want to spend my lifetime loving you
If that is all in life I ever do
I want to spend my lifetime loving you
If that is all in life I ever do
I will want nothing else to see me through
If I can spend my lifetime loving you
A letra desta música diz tudo...
Viste o que aconteceu assim que espreitaste pela frincha da porta entreaberta? Não há nada. Só o vago e o vazio que dançam frenéticos ao ritmo do tempo. Sinto o batimento ciclópico do teu coração como uma mão que bate à porta, já depois de ter entrado. Reina o silêncio sobre a minha pele. Com o teu toque arrancas a música do meu corpo.

Este post é em honra de um cantinho que descobri bem situado no firmamento da blogosfera... Não pediu "com licença” para crescer, nem para dar frutos. Tem o cheiro das cores e suavidade do aroma das palavras apuradas no céu da boca…
Já falta pouco para a tão ansiada semana do Enterro da Gata...
Para que muitos dos nossos, que andaram longe, voltem para junto de nós...
Para que uns celebrem o gosto de um primeiro beijo dado há um ano atrás...
Para que outros, na mesma noite, festejem o conhecimento da perfeição...
Para que os ânimos aqueçam...
Para que se enlacem as mãos...
Para que se olhe o céu raiado de fogo de mil cores...
Para que a música seja a partilha de algo muito maior…
Já tinha saudades…já falta pouco…

"Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar
Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
Eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar"
(Mafalda Veiga)
Percebes agora porque me detenho em cada lugar teu? Porque te olho ao pormenor e te conheço por dentro e por fora? Porque sei do que precisas em qualquer momento e te tento dar tudo na medida em que desejas. Sempre.

"When I first held you I was cold
A melting snowman I was told
But there was no-one there to hold
Before I swore that I would be alone forever more
Wow, look at you now
Flowers in the window
It’s such a lovely day
And I’m glad that you feel the same
’cos to stand up I’m in the crowd
You are one in a million
And I love you so let’s watch the flowers grow
There is no reason to feel bad
But there are many seasons to feel glad, sad, mad
It’s just a bunch of feelings that we have to hold
But I am here to help you with the load
Wow, look at you now
Flowers in the window
It’s such a lovely day
And I’m glad that you feel the same
’cos to stand up I’m in the crowd
You are one in a million
And I love you so let’s watch the flowers grow
So now we’re heer and now is fine
So far away from there
And there is time, time, time
To plant new seeds and watch them grow
So there’ll be flowers in the window when we go"
(Travis)
Ontem, quando tinhas a cabeça pousada nas minhas costas, deixei de saber se era o teu ou o meu coração que pulsava entre nós. Acho que posso dizer que já não há fronteiras, nem delimitações. O teu terreno expande-se para o meu como um rio que vai sulcando a terra, ganhando forma, serpenteando pela encosta até descobrir a sua foz. Assim sou eu, que me torno matéria enquanto me moldo nos teus braços. Renascendo em cada flor.

Às vezes apetece-me esquecer de mim. É uma constatação. É uma afirmação. Quero agradar a uns e acabo por me martirizar sem nexo. É uma relação de causa-efeito. Sem antecedentes, nem precedentes. É uma raiva, é um vazio que sinto nessas alturas como se o chão desaparecesse debaixo dos meus pés e eu caísse indefinidamente num abismo. É, então, que me odeio tanto. Tanto.
Desfaz-se o baralho de cartas.
(Não, não é uma partida do dia das mentiras, é só o meu mau humor. Isto passa.)
"Ao perder-te a ti perdemos tu e eu: eu porque tu eras o que eu mais amava e tu porque eu era quem mais te amava. Mas de nós dois és tu quem mais perde, porque eu poderei amar outras como te amava a ti mas a ti não hão-de amar como eu te amava." Ernesto Cardenal
"Ao perder-te a ti perdemos tu e eu: eu porque tu eras o que eu mais amava e tu porque eu era quem mais te amava. Mas de nós dois és tu quem mais perde, porque eu poderei amar outras como te amava a ti mas a ti não hão-de amar como eu te amava." Ernesto Cardenal