Quarta-feira, Agosto 30, 2006

finalmente!!



Acabou agora de chegar a carta que confirma o meu Erasmus no segundo semestre na Universitá Degli Studi di Parma em Itália :)

Estou muito feliz! :)

Domingo, Agosto 27, 2006

ser jornalista é ser herói



Hoje fui ver o “Super-Homem” e apercebi-me que são inúmeras as vedetas que a todo o custo tentam salvar a Terra, que escolhem a profissão de jornalista como disfarce ideal. Exemplos disso são: o Tintim, jornalista imparável, o Homem-Aranha que, enquanto Peter Parker, se escondia timidamente atrás da sua objectiva e o trapalhão Clark Kent do Daily Planet. Talvez mais haverá.

De qualquer das formas gostava muito de saber se se deparam como os mesmos problemas que eu quando gravador não grava, ou a caneta falha, ou o entrevistado não aparece, ou as fotografias ficam todas tremidas, ou falha a luz e o documento do Word vai ao ar, ou pior de tudo, quando se tem dez minutos para escrever 3000 caracteres e uma enorme pressão sobre a cabeça. Geralmente nessas alturas costumo precisar de um herói qualquer para acalmar a minha birra. Mas sim, é emocionante!

Sexta-feira, Agosto 25, 2006

um deserto chamado Sara ou a história de amor de um mouro tão negro como a noite


(fotografia de Jovelino Matos Almeida)

Era uma vez um deserto, grande como o mar que outrora lá existiu. E era uma vez também um homem tão negro como um mouro das arábias, que tinha uns olhos grandes como duas opalas que reflectem incessantemente o calor da terra.
Um dia, esses mesmos olhos pousaram sobre uma enigmática princesa de olhos oblíquos, cuja pele tinha o tom do areal que o mouro tão bem conhecia, pois vezes sem conta o calcorreara na esperança de encontrar um caminho havia muitos anos. Tantos que já nem se lembrava. Recordava-se apenas que não tinha tantas rugas, nem tantos cabelos da cor da lua, nem a pele tão crestada do sol.
Andara em vão. Em círculos, traçando rectas, impregnando o vasto deserto com a sua presença. Contou inúmeras luas cheias até àquele dia, em que para o mouro tão negro como a noite profunda, tudo começou a fazer sentido.
Viu-a e amou-a.
- Sara é o meu nome – murmurou ela.
- Como o deserto! – exclamou o mouro da cor do carvão.
E para ele ela foi o deserto. Foi grande, extenso e dourado. Foi chama, foi paixão, foi amor. Perdidos um no outro, sentiram a areia a escorrer por debaixo dos pés, o vento a envolve-los num abraço forte. Sentiram todas as forças do mundo entre eles. E fizeram juras eternas e prometeram ficar juntos para sempre. Mas tal não aconteceu. Ela era uma princesa das Arábias e ele um pobre mouro que errou pelo deserto infinito durante toda a vida na esperança de a encontrar.
- O teu amor basta para morrer feliz – disse-lhe ele.
E ali, choraram abraçados, no meio do deserto. E choraram tanto que formaram um rio que passou a mar e hoje é impossível saber de quem são as lágrimas. Se do mouro tão negro como a outra face da lua, se da linda princesa de olhos oblíquos que por ele morreu.

Terça-feira, Agosto 22, 2006

candies and lollipops...



...sweet as you...

Segunda-feira, Agosto 21, 2006

fotografia



Pego nas nossas fotografias. Espalho os fragmentos de memórias e lembranças, de desejos e de abraços por cima da cama. E começo, lentamente, a dar-lhes um lugar, um tempo e uma história. A nossa.

Quinta-feira, Agosto 17, 2006

impeto

Impetuoso, o teu corpo é como um rio
onde o meu se perde.
Se escuto, só oiço o teu rumor.
De mim, nem o sinal mais breve.

Imagem dos gestos que tracei,
irrompe puro e completo.
Por isso, rio foi o nome que lhe dei.
E nele o céu fica mais perto.

(Eugénio de Andrade)

Terça-feira, Agosto 15, 2006

sei-te de cor



sei de cor
cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada
sombra da tua voz e cada silencio,
cada gesto que tu faças,

meu amor sei-te de cor

sei cada capricho teu e
o que nao dizes
ou preferes calar, deixa-me adivinhar
nao digas que o louco sou eu
se for tanto melhor
amor sei-te de cor

sei porque becos te escondes,

sei ao pormenor o teu melhor e o pior
sei de ti mais
do que queria
numa palavra diria
sei-te de cor.

sei cada capricho teu e o que nao dizes
ou
preferes calar deixa-me adivinhar
nao digas que o louco
sou eu
se for tanto melhor
amor sei-te de cor

sei de cor cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada
sombra da tua voz e cada silencio,
cada gesto que tu
faças
meu amor sei-te de cor

Paulo Gonzo

Domingo, Agosto 13, 2006

tic-tac



Tic-tac…tic-tac…é assim que conto os segundos da tua ausência. A distância do teu abraço ao meu abraço, do teu sorriso ao meu sorriso, da tua gargalhada pelo telefone, aos beijos que te envio pelo ar.
A última coisa que vejo são os vossos olhos vermelhos. Uns que parecem um céu a escorrer água numa imensidão de ondas e remoinhos e outros que espelham as profundezas de uma terra enraizada em falésias e montanhas. Os meus, não os vejo. Vêem vocês. Talvez demonstrem os mil pedaços do coração que se desfez algures dentro de mim. Ao som do tic-tac de um relógio.

Aos meus dois amores
E ao Tiago, claro :)

Sexta-feira, Agosto 11, 2006

gostar...

Gosto da espuma do mar e do verbo amar. Gosto das dunas e do que se pode fazer atrás delas. Gosto de abraços, de beijos repenicados. Gosto do calor do verão, da temperatura que o teu corpo exala, do toque e da pele que estala. Gosto de chá frio, de chocolate quente, de fotografias amontoadas dentro de caixas, gosto do cheiro dos jornais. Gosto das viagens e das pessoas. Gosto de gostar.

Gosto…

Quinta-feira, Agosto 10, 2006

sal da pele



Tenho sal entre os dedos, no cabelo, nas pestanas.
Tenho-te pelo corpo todo e por debaixo da pele...

...back from holidays

Terça-feira, Agosto 01, 2006


just come...