A simplicidade está na umbilicalidade inerente à origem das coisas.
(Pensamento do dia. Não perguntem de onde surgiu. Eclodiu. Apenas.)
Terça-feira, Janeiro 30, 2007
Domingo, Janeiro 28, 2007
abstracção
Estou num impasse. Entre o que devo e não devo fazer. Entre empacotar a vida para seis meses ou adormecer enroscada na minha almofada indefinidamente. A mala encostada a um canto impede-me o esforço de abstracção e afasta-me da ignorância de saber que daqui a pouco vou largar tudo pela primeira vez.
“Ser ou não ser, eis a questão. O que é mais nobre para o espírito? Sofrer os golpes e os dardos do ultrajante destino, ou pegar em armas contra um mar de infortúnios e acabar com eles, fazendo-lhe frente? Morrer, dormir, nada mais. Pensar que com um sono pomos fim ao pesar do coração e aos mil conflitos naturais que constituem a herança da carne. Eis um fim ardentemente tentador.”
Shakespeare
Até os grandes mestres têm dúvidas…
“Ser ou não ser, eis a questão. O que é mais nobre para o espírito? Sofrer os golpes e os dardos do ultrajante destino, ou pegar em armas contra um mar de infortúnios e acabar com eles, fazendo-lhe frente? Morrer, dormir, nada mais. Pensar que com um sono pomos fim ao pesar do coração e aos mil conflitos naturais que constituem a herança da carne. Eis um fim ardentemente tentador.”
Shakespeare
Até os grandes mestres têm dúvidas…
Sexta-feira, Janeiro 26, 2007
limite
Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
espiral
Deixa que permaneça a rodopiar até ficar tonta na espiral do meu umbigo.
Deixa-a escapar-se por entre os meus dedos como quem tenta apanhar a espuma do mar.
Deixa-a permanecer mais um pouco no recanto do meu sorriso ou entre as pestanas dos meus olhos fechados.
Hoje fui egoísta…quis a vida só para mim.
Quarta-feira, Janeiro 24, 2007
nómada
Aos poucos apercebo-me da minha natureza nómada. Mudo de lugar ao sabor do vento, como a seta de uma bússola descoordenada. Não corto as raízes, apenas as recoloco num outro lugar…mais perto do coração. Mais longe do que ficou para trás…
Quinta-feira, Janeiro 18, 2007
Stuck in reverse
Sinto-me perdida, baralhada no meio dos acordes que Carlos Paredes retira voluptuosamente da guitarra, que pus a tocar. Tenho o coração nas mãos e não o consigo pôr de novo no sítio. Já me esqueci de que lado era. A chuva bate de mansinho contra a vidraça. Encosto a mão ao vidro gelado, tão gelado como o coração que com a outra seguro. Gelado de medo, de tristeza. De uma tristeza tão triste, tão melancólica que tenta escapar sem se mexer por entre as gotas da chuva. Estou cansada. Já nem me importava de ficar à chuva, nem de encostar o corpo ao vidro gelado, nem de mudar o coração de sítio…para variar. Para ser diferente. Nem me importava de andar no sentido contrário ao de toda a gente, nem de sentir os empurrões, nem os estalos ou bofetadas com que a vida por vezes nos surpreende…se no fim da rua lá estivesses à minha espera…como sempre. Queria recomeçar do início (nem eu sei bem o quê). Arrumar tudo em capítulos num livro que ninguém vai ler.
Por favor não faças perguntas.
Não gosto de dar respostas.
Por favor não faças perguntas.
Não gosto de dar respostas.
Quarta-feira, Janeiro 10, 2007
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