Segunda-feira, Novembro 26, 2007

perguntas sem nexo

Amo um homem. E o mundo olha-me de canto. E faz perguntas sem nexo. Ninguém me pergunta o tamanho do meu amor e ninguém quer ouvir as histórias que tenho para contar. E ainda assim eu amo um homem. E por ele enchia o céu de balões e passarolas de madeira cheias de âmbar e vontades. Por amar esse homem cultivava a terra de poemas e enchia os livros de flores. E por ele andaria meio mundo, ou até mesmo o mundo inteiro. Mas esse homem não é meu. Nem o mundo por onde ele anda. Mas ainda assim, eu amo esse homem. E o mundo continua a olhar-me de canto e a fazer perguntas sem nexo.

Sábado, Novembro 10, 2007

em orbita

Hoje o dia foi tarde.
A tarde foi noite e a noite foi nossa.
Tu foste as estrelas que pintaram o meu céu.
Foste a orbita da minha lua.
Fui tua. Tão tua.